O que são as bandeiras tarifárias
Se você já notou que sua conta de luz fica mais cara em alguns meses mesmo sem aumentar o consumo, as bandeiras tarifárias são as responsáveis. Esse sistema existe desde 2015 e funciona como um sinal de trânsito na sua fatura.
As bandeiras indicam as condições de geração de energia no país. Verde significa condições favoráveis e não há cobrança extra. Amarela indica condições menos favoráveis e adiciona um valor moderado. Vermelha sinaliza condições difíceis e cara, com duas categorias de cobrança.
Esse sistema foi criado para sinalizar aos consumidores o custo real de gerar energia em cada momento. A ideia é incentivar economia durante períodos mais caros, ajudando a equilibrar oferta e demanda.
Para o consumidor, entender as bandeiras é fundamental para controlar gastos e evitar surpresas na conta. Vamos desvendar como funciona cada bandeira e o que você pode fazer para minimizar o impacto no orçamento.
Por que as bandeiras mudam
As bandeiras tarifárias refletem principalmente o regime de chuvas. O Brasil gera mais de 60% da energia em hidrelétricas. Quando chove bem, os reservatórios ficam cheios e a geração é barata e abundante - bandeira verde.
Quando chove pouco, o nível dos reservatórios cai. O país precisa acionar usinas termelétricas que queimam combustíveis fósseis. Essas usinas são caras para operar, e esse custo extra é repassado através das bandeiras amarela e vermelha.
Outros fatores também influenciam: manutenção de usinas, problemas em linhas de transmissão e aumento repentino de consumo. Períodos de muito calor ou frio aumentam a demanda por ar-condicionado e aquecimento, pressionando o sistema.
A bandeira verde não tem custo adicional. A amarela adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A vermelha patamar 1 adiciona R$ 4,46, e a vermelha patamar 2 adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh. Para uma residência que consome 300 kWh mensais, a diferença entre verde e vermelha 2 pode ultrapassar R$ 23.
Estratégias para economizar em qualquer bandeira
Durante bandeira verde, é o momento ideal para usar equipamentos de alto consumo. Lave e seque roupas, use ferro de passar e outros aparelhos potentes sem preocupação excessiva.
Quando a bandeira muda para amarela, comece a moderar. Reduza o tempo de banho, evite deixar luzes acesas desnecessariamente e prefira lavar roupas em grandes cargas em vez de várias pequenas.
Durante bandeira vermelha, todo cuidado é pouco. Reduza uso do chuveiro elétrico tomando banhos mais curtos. Evite usar ferro de passar ou máquina de secar em horários de pico. Desligue aparelhos da tomada quando não estiver usando.
Uma dica valiosa é acompanhar a previsão das bandeiras. A ANEEL anuncia a bandeira do mês seguinte sempre no final do mês anterior. Sabendo com antecedência, você pode se planejar para reduzir consumo nos períodos mais caros.
A solução definitiva para as bandeiras
As bandeiras tarifárias afetam menos quem usa energia solar. Quando você gera sua própria energia ou recebe créditos solares, a parcela do seu consumo coberta por esses créditos não sofre impacto das bandeiras.
Com energia solar por assinatura da Veins Energia, você recebe créditos que abaixam sua conta independentemente da bandeira vigente. Enquanto vizinhos enfrentam aumentos de 10% a 15% durante bandeira vermelha, sua economia se mantém estável.
Isso acontece porque os créditos solares compensam seu consumo antes da aplicação das bandeiras tarifárias. É como ter um escudo protetor contra as variações do sistema elétrico.
Além da proteção contra bandeiras, você contribui para resolver o problema na origem. Mais energia solar no sistema significa menos dependência de termelétricas caras, o que pode resultar em menos dias de bandeira vermelha para todos. É economia para você e benefício coletivo para o país.