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Economia de Energia

Home office: trabalhe em casa gastando menos

Aurora Coelho

Redatora
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Quem trabalha em casa assumiu a conta de energia do expediente. Veja o que reduz de verdade esse custo e como funciona a dedução para autônomos.

Quem trabalha em casa assumiu uma despesa que antes era da empresa: a energia consumida durante o expediente. Computador, monitor, iluminação e sobretudo ar-condicionado ligados oito horas por dia fazem diferença perceptível na fatura.

Este artigo é dirigido a quem trabalha em casa de forma profissional — autônomos, MEIs e empregados em regime remoto. Se você quer primeiro entender quanto cada equipamento consome, o artigo sobre quanto o home office pesa na conta de luz traz o cálculo por aparelho.

O tamanho do aumento

Considerando um setup completo em uso diário, o acréscimo costuma ficar entre R$ 60 e R$ 200 por mês, dependendo principalmente de um fator: se há ou não ar-condicionado ligado durante o expediente.

  • Sem climatização — computador, monitor, iluminação e roteador somam algo em torno de R$ 60 por mês
  • Com ar-condicionado — o acréscimo pode passar de R$ 190, porque o aparelho sozinho responde pela maior parte do consumo do escritório doméstico

Os valores são estimativas e variam com a tarifa da sua distribuidora, a bandeira do mês e a potência dos equipamentos. A conclusão prática, porém, é sólida: a climatização domina, e é onde os ajustes rendem mais.

Reduzir o consumo do escritório

Ar-condicionado

Configurar entre 23 °C e 25 °C, usar ventilador em conjunto, manter o cômodo fechado e limpar os filtros com regularidade. Climatizar apenas a sala de trabalho, não a casa inteira. Veja como usar o ar-condicionado sem estourar a conta.

Equipamentos

Notebook consome bem menos que desktop para tarefas equivalentes. Régua com interruptor resolve o stand-by de monitor, impressora e caixas de som fora do expediente. E posicionar a mesa perto da janela reduz a necessidade de luz artificial durante boa parte do dia.

Um ajuste que rende mais que todos os outros

Se o seu escritório usa ar-condicionado diariamente, subir dois graus na temperatura configurada economiza mais do que trocar todos os outros equipamentos do cômodo. Vale começar por aí.

Reduzir o preço da energia

Os ajustes acima agem sobre quanto você consome. A energia por assinatura age sobre quanto custa cada quilowatt-hora, com desconto de até 22% sobre a energia consumida — sem obra, sem equipamento e sem desembolso inicial.

Quanto representa

  • Conta de R$ 250 — até R$ 55 por mês, ou até R$ 660 por ano
  • Conta de R$ 350 — até R$ 77 por mês, ou até R$ 924 por ano
  • Conta de R$ 450 — até R$ 99 por mês, ou até R$ 1.188 por ano
  • Conta de R$ 600 — até R$ 132 por mês, ou até R$ 1.584 por ano

Os valores são ilustrativos, calculados sobre o teto do desconto. A economia real depende do consumo, da tarifa e da bandeira do mês. Veja quanto você economiza na prática.

Um exemplo com números

Um profissional cuja conta passou de R$ 230 para R$ 380 após começar a trabalhar em casa — aumento de R$ 150 por mês. Com o teto de 22% aplicado sobre a conta de R$ 380, a economia chega a até R$ 84 por mês.

Ou seja: o desconto cobre mais da metade do aumento causado pelo home office, mas não o elimina. A conta final continua acima do que era antes — apenas bem menos do que seria sem nenhuma providência.

O que muda na sua fatura

Passam a ser duas contas

Uma da distribuidora, menor, com taxa mínima de disponibilidade, iluminação pública, tributos e bandeira; e outra da empresa de energia, referente ao consumo com desconto. Somadas, ficam menores que a conta anterior. Veja como funciona o pagamento.

O desconto não cobre a conta inteira

Taxa mínima, iluminação pública e tributos continuam sendo cobrados, porque são obrigatórios por regulação. O desconto incide sobre a energia consumida — daí o "até".

A ativação leva de 30 a 60 dias

A adesão é digital e leva minutos, mas a homologação junto à distribuidora tem prazo próprio. Já os ajustes de uso aparecem na leitura seguinte.

Sobre dedução no imposto de renda

Este é o ponto que mais gera confusão entre autônomos, e vale tratar com cuidado.

O que existe

Profissionais autônomos que usam parte do imóvel para a atividade profissional podem, em determinadas condições, lançar como despesa a proporção correspondente de gastos como energia. As regras variam conforme o regime de tributação, a natureza da atividade e a forma de apuração — e a proporção usada precisa ser defensável se questionada.

O que costuma ser mal interpretado

Dedução não é dinheiro no bolso. Lançar R$ 120 como despesa não significa economizar R$ 120: significa reduzir a base de cálculo do imposto, e o efeito financeiro real depende da alíquota aplicável ao seu caso. Somar "dedução + desconto da assinatura" como se fossem a mesma coisa produz um número que não existe.

O que fazer

Converse com um contador antes de lançar qualquer valor. Trabalhadores CLT em regime remoto geralmente não têm essa possibilidade — o que não impede a economia da assinatura, que independe do vínculo.

Auxílio home office da empresa

Algumas empresas pagam auxílio para custear energia e internet de quem trabalha remoto. Isso é independente da assinatura: uma coisa é um benefício pago pelo empregador, outra é o desconto na sua conta de luz.

Se a sua empresa não oferece, é um pedido razoável de se fazer — e chegar com os números do seu consumo em mãos torna a conversa mais objetiva. Vale conferir a política interna antes.

Funciona em qualquer situação de moradia

Casa própria ou alugada, apartamento, sobrado ou kitnet. Como não há instalação de equipamento, não é preciso autorização do proprietário nem do condomínio. O requisito é que a conta de luz esteja no seu nome. Veja energia solar para quem mora de aluguel.

Perguntas frequentes

A assinatura cobre todo o aumento do home office?

Depende do consumo. Costuma cobrir boa parte, mas para quem usa muito ar-condicionado dificilmente cobre tudo. Reduz o impacto sem eliminá-lo.

Preciso comprovar que trabalho em casa?

Não. O desconto vale para todo o consumo, seja profissional ou pessoal.

E se eu voltar ao presencial?

A assinatura continua valendo. Como o desconto é percentual, se a conta diminuir a economia em reais também diminui — mas o percentual permanece o mesmo.

Funciona se eu divido a casa com outras pessoas?

Funciona. O desconto vale para toda a conta, independentemente de quantas pessoas moram na casa. A assinatura fica no nome de quem é titular da conta de energia.

Trabalho híbrido, só dois dias em casa. Vale a pena?

Vale. Não há consumo mínimo, e o desconto acompanha o que você usar. Mesmo com dois ou três dias em casa, o consumo extra é perceptível ao longo do mês.

E se eu mudar de endereço?

Dentro da mesma área de concessão, dá para transferir atualizando o cadastro. Fora dela, é possível cancelar sem multa.

Existe fidelidade?

Numa oferta séria, não há fidelidade nem taxa escondida. O prazo de aviso para cancelamento consta em contrato. Veja o que checar no contrato.

O aumento de conta causado pelo home office é real e concentrado num único equipamento. Ajustar a climatização resolve a maior parte, e reduzir o preço do quilowatt-hora cuida do restante — sem eliminar o aumento, mas deixando-o num tamanho administrável. Para entender o modelo, veja como funciona a energia por assinatura.

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